[Romance] Night Flowers and Revelations

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[Romance] Night Flowers and Revelations

Mensagem  MikaKreuz em Seg 22 Jun 2009, 20:19

Fic baseada no Anime/Mangá Vampire Knight, porém com personagens próprios. Mikhail é um personagem criado por mim, professor de Matemática da Academia Cross...
Sophia é uma personagem criada por Crimson Moon, uma amiga querida, que desde já agradeço por ter cedido o personagem para que eu possa "brincar" um pouco. Ela é professora de Biologia da Academia...^^
Obrigado, Moon-chan, pela inspiração e por ter criado uma personagem tão maravilhosa e cativante.

Enfim...degustem! ^^


Night Flowers And Revelations


Eu sou Mikhail Kreuz, professor de Matemática da Academia Cross, e esta é uma das minhas memórias. Não a primeira, mas com certeza uma das mais importantes e marcantes. Era primavera de 20XX...

Manhã de Segunda-feira. Normalmente o sinônimo de preguiça. Abri a janela do meu quarto, sem qualquer vontade de fazer qualquer coisa. Porém, qual não foi minha surpresa quando vi um belo Sol invadindo o quarto. Finalmente, o fim do inverno chegara, e a neve dava lugar a um belo (e verde) cenário. Um segundo de pensamento depois, tive uma idéia. Mais como uma lembrança...enfim...
Depois de lavar o rosto e me trocar, mandei uma mensagem para o celular de Sophia, resumida ao máximo: “Primavera. Sair Hoje. 6 da tarde. Praça Central! Te amo!”. Não seria exatamente o pagamento daquela promessa antiga, mas já era um começo. Fui para a sala dos professores.
Ao entrar, lá estava ela. Sophia, deslumbrante como sempre. Divina, seus olhos brilharam para mim, apenas acenei em resposta. Não podíamos abrir nossa relação para os outros, ainda... Pelo menos fora o pedido dela. Cumprimentei os outros professores timidamente, sentando-me em um canto meio recluso.
Aparentava tranqüilidade, apesar de, na verdade, estar completamente tenso. As horas não passavam. Via os outros professores saírem, voltarem, e o tempo não passava... Eu felizmente não tinha nenhuma aula naquele dia, então pude esperar o horário do encontro sem pressa. Saí do Colégio às cinco e meia da tarde, minha mochila às costas.
Caminhei tranqüilamente em direção à praça, o lugar onde nos conhecemos. Não me esqueci daquele dia, naturalmente. Fora um dos melhores dias de minha vida, como poderia me esquecer? Mas talvez esse fosse tão marcante quanto, senão ainda mais. E foi!
Sentei-me em um dos bancos da grande Praça, esperando por Sophia. Observava curioso um bando de pássaros se juntando nos topos das árvores, tão atentamente que nem percebi a presença dela às minhas costas, dizendo:
_Olá, meine liebe...
E, pulando para o banco, me beijou o rosto carinhosamente. Estava fabulosa, como sempre, os cabelos soltos, levados pela suave brisa primaveril. Usava um vestido preto e longo, com babados e um espartilho da mesma cor. Uma gargantilha cravejada com jóias que eu nem ao menos sabia o nome, fitas negras enroladas em seus braços, terminando nos pulsos, onde se encontravam com um par de luvas de renda, completando seu conjunto. Maravilhosa, Divina... Praticamente irreal...
Após me recuperar do choque de vê-la tão elegante para um encontro casual, enquanto eu me vestira de forma tão simples, disse:
_Oi querida. Vamos?
Levantei-me, estendendo a mão para ela. Sophia tomou minha mão, e começamos a caminhar pela praça, a luz crepuscular ainda batendo na copa de algumas árvores.
_Aonde vai me levar, Mikhail-san?_Ela me perguntou.
_Vou pagar uma dívida que tenho com você, meu amor..._Respondi, sorrindo.
Ela me fez uma cara meio confusa, então eu sorri, como dizendo: “Espere e verá!”. Caminhávamos mais rapidamente, ela andando com uma suavidade quase espectral, sem tropeçar ou mesmo fazer barulho. Eu também até havia melhorado. Tropeçava menos, caía menos. Estava mais cauteloso, creio eu.
Saímos da praça, onde já começava um bosque. Andamos mais um pouco, por uma trilha bem plana, cercada de árvores altas. Me virei para Sophia, dizendo:
_Só mais um pouco, Sophy... Encontrei esse lugar por acaso, e precisava te mostrar...
Deixamos a trilha, subindo uma pequena colina. Chegamos ao topo quando apenas uma fina onda alaranjada podia ser vista por detrás das árvores. Boa parte das estrelas já eram visíveis no céu. Nos sentamos na grama, já na metade do caminho entre a colina e o rio. Sorri para ela, dizendo:
_Chegamos... O show já vai começar...
Ela parecia atordoada, sem saber o que esperar de mim. Olhei pro céu já azul-marinho, salpicado de estrelas, a lua começando a iluminar o topo da colina com sua luz fria, mas aconchegante. Me virei para Sophia, sorrindo. Apontei então para a beira do rio, a luz da Lua começando a tocar a água.
Foi um deslumbre. A margem do rio brilhou, um oceano de flores brancas surgindo ali. A luz da Lua cheia se mesclou ao branco daquelas flores, destacando-as ainda mais na escuridão da noite. Sophia olhava maravilhada para aquela quantidade enorme de flores, formando duas faixas de extrema alvura por toda a extensão visível do rio, quando se espantou ao ouvir um som melancólico, porém bonito.
Ao se virar de novo para mim, lá estava eu, com meu violino em mãos, tocando uma composição suave. Sorri para ela, enquanto empunhava o violino contra meu pescoço. Eu disse então em voz baixa, enquanto terminava aquela melodia:
_Chama-se Dama-da-Noite. Tanto a música como as flores...
O som do violino é naturalmente triste, mas a lágrima que escorria pelo rosto de Sophia não transparecia aquela emoção. Quando terminei de tocar, ela saltou para mim, me abraçando com força. Deixei meu instrumento de lado, abraçando-a e beijando seus lábios intensamente.
_Obrigada... _Ouvi Sophia sussurrar, sua voz maravilhosa enchendo meu peito com uma emoção indescritível. Respondi, também com um sussurro:
_Eu te amo, Sophia...
Permanecemos abraçados por um tempo incontável, quando a senti respirar fundo. Olhei em seus olhos, ela sorria, um anjo sob a luz do luar. Tocou meu rosto, e disse:
_Acho que já posso te contar o meu segredo, Mikhail..._ Olhei pra ela, surpreso. Pensei que aquela era a minha vez de surpreendê-la. Ledo engano. Ela prosseguiu. _Eu não sou um Ser-humano comum, como os outros..._ Ora, disso eu sempre tive certeza. Mas tinha mais. _Na verdade eu sou... Uma vampira...
Olhei para ela, incrédulo. Sorri, sem entender. De fato ela não parecia humana, mas daí a ser uma vampira...
_É verdade, mein liebe... Acredite..._ Disse ela. Eu olhava para ela, tentando organizar meus pensamentos, quando ela abriu a boca, um par de caninos pontiagudos sobressaíam entre aqueles dentes perfeitos. Engoli em seco:
_Não pode ser... Tudo isso... Tudo que eu li, estudei e pesquisei a vida inteira... Tudo... Era real?
Toquei o rosto dela com ambas as mãos, ainda sem acreditar que aquilo poderia ser real. Ela me olhava com um olhar espantado. Talvez ela esperasse outra reação de minha parte. Talvez ela esperasse que eu fugisse desesperado. Ao contrário, a beijei mais apaixonadamente, tomando cuidado com aqueles dentes. Quando soltamos os lábios, disse:
_Eu nunca tinha imaginado que você, uma criatura divina, um anjo, poderia ser uma vampira... Isso só a torna mais interessante, mais...atraente_ E, com sua face incrédula, completei. _Sim, eu sou um weirdo, meu amor...
Ela riu, acariciando meu rosto suavemente.
_Eu sei... E é por isso que te amo, Mikhail.
_De qualquer forma, ainda tem muita coisa pra me explicar..._ disse eu, rindo.
Nos levantamos e caminhamos abraçados por entre aquelas damas-da-noite, brilhando brancas sob a luz do luar.

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